26 de agosto de 2010

Café.

Voltava da cozinha, com uma dose cavalar de café, quando observou o sol que entrava pela janela. Lá fora, o céu se tingia de um tom que variava entre azul e laranja. Céus, há quanto tempo não parava pra respirar um pouco.
Abriu a janela e observou, seis andares abaixo, como a cidade estava viva. Prestou atenção, sem medo de que alguém estivesse olhando para ele, nas pessoas lá embaixo, pareciam bonecos em um grande jogo de estratégia, cada uma cumprindo seu papel para que o mundo funcionasse.
Tentou imaginar o que se passava dentro da cabeça de cada um. Tentou imaginar o que se passava dentro da própria cabeça. Esqueceu tudo e apenas observou o sol que se escondia atrás dos prédios. As cores...
Seu café estava frio.

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