25 de novembro de 2010

O bote.

O problema é se sentir como um bote perdido na noite, no vazio que o mar pode ser, sem farol algum que indique uma direção. Fico assim algumas noites, e tudo que me resta é contar os minutos para o nascer do dia.
Minutos longos, anos. Memórias, anseios.
Sempre é mais escuro antes do clarear, sempre há uma tempestade precedendo a calmaria, em meu bote seguro firme para não cair ao mar e me deixar levar pela correnteza.
Quem decide onde vou, sou eu.

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