5 de janeiro de 2011

Desejos, responsabilidade e a realização.

Depois de ignorar o celular por diversas vezes seguidas, as menininhas ficaram gritando na beira da cama. "Vocês não sentem sono não?" e sentou-se na cama, esfregando os olhos e tentando entender como é que essa gente tão pequena consegue ficar tão animada pela manhã, sem beber café. Sem responder, elas correram do quarto dizendo em voz alta que tinham cumprido a missão dada.
Levantou e a água quente ajudou a despertar, uma ideia absurda de desligar o aquecedor passou pela sua cabeça mas ele se arrependeu depois de executa-la. Se arrumou e desceu as escadas correndo, agarrou um barra de cereais light e partiu pela porta, viver mais um dia daqueles que sempre sonhou. (Tanto que conseguiu)
Não gostava muito da ideia de rotina, mas não tinha como evitar o processo em que as coisas estavam acostumadas a acontecer. Comeria sua barra de cereais antes de chegar no ponto de ônibus, dai ligaria o MP3 Player e ouviria qualquer música que já ouviu mil vezes. Sem pensar a respeito de nada disso.
Algumas pessoas acreditam que tudo que acontece na vida tem uma razão, mas talvez sejam apenas pessoas otimistas, que conseguem aproveitar qualquer coisa que acontecer na vida. Ele gostava de se colocar no grupo de pessoas otimistas, então não ficou muito chateado quando descobriu que algo terrível havia acontecido com seus fones de ouvido e teria que passar a viagem toda observando a paisagem.
Pensar em tudo aquilo que ele queria ter alcançado, tudo que não conseguiu, as coisas que deixou pra trás. Estava feliz com o modo que as coisas haviam se acertado, só um pouquinho triste com as coisas que haviam ficado na memória.
Seria tristeza ou só saudade? Qualquer que fosse a resposta, era algo que ele não gostava de lidar e preferia deixar de lado, qualquer chama nova para substituir essa falta.
Voltou a vida real quando o celular fez o bipe de mensagem. Sorriu.

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