Bêbado, entrou no carro.
Colocou a chave no contato e virou, ouvindo o motor acender.
Colocou os dedos na porta, fazendo com que os vidros se abaixassem.
Olhou pra fora e viu a lua, iluminando a grama, virou a chave e ouviu o motor apagar.
Pegou a mochila, abriu um dos bolsos e puxou um livro, recém-começado, novo em folha. Procurou a página onde havia pausado a história e descobriu que só a luz da lua não seria o bastante para permitir que continuasse a ler. Levantou uma das mãos, apalpando o teto, procurando uma luz pra que a história continuasse. Acendeu.
A luz, sozinha, não era o bastante pra que descobrisse o futuro do personagem de Carloz Ruiz Zafón. Desligou e abaixou o banco, na tentativa de dormir. Era imprudente demais querer ir embora, e esse tipo de comportamento devia deixar de fazer parte de seu cotidiano. Como se valesse de algo querer mudar o jeito que gostava de levar as coisas. Pegou um bloco de notas, que carregava o tempo todo, e decidiu testar suas habilidades de escrever, que já deviam estar enferrujando por conta do teclado.
Acordou com um trecho de texto que não conseguia lembrar de ter escrito, mas gostou bastante de tudo que se lembrou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário