9 de novembro de 2011

Amanhecer

...e então, lá estava ele. Sentado em frente a própria casa, bloco de notas em mãos, mas sem ideia alguma. Há quanto tempo esteve sem ideia alguma.
Observava o nascer do sol entre as grades do portão. Os pássaros já cantavam. Guardava um certo rancor desses pássaros, sempre a fazer barulho em sua janela, mas dessa vez conseguiu enxergar a beleza daquele canto. Canto de pássaro de cidade, nada dessas coisas que vemos pela televisão.
O vento frio lhe lembrava de que vestia poucas roupas, mas o céu que começava a se pintar de azul lhe prometia ser um dia quente e ensolarado. Por um breve instante sentiu que talvez estivesse livre. Finalmente livre.

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