O nome que havia escolhido - perfeitamente vazio - sempre lhe fez muito sentido, mas nos últimos dias parecia ter as rédeas da sua vida. O controle total sobre tudo que fazia, tudo que pensava ou sentia. Escolher nomes sempre foi parte difícil de sua vida, mas esse ele tinha escolhido com vontade, tinha certeza que era perfeito.
Fazer coisas que quase não lhe importavam, piadinhas bobas e alguns sorrisos bêbados. Tudo que sempre esteve acostumado, coisas que lhe agradavam, que até lhe faziam bem, mas que na verdade, eram vazias. Gostava desse sentimento de liberdade, não ter laço ou ligação com alguém. Poder sumir alguns dias, reaparecer e contar algumas novas histórias.
Era tudo muito vazio, embora fosse tudo muito bom. E se perguntava qual seria o problema em ser vazio assim. E de repente sentiu que tudo pudesse mudar.
De novo.
Um comentário:
...ou talvez eu prefira o vazio, só pra manter a perfeição.
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